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Nasci em 1995. Fumei maconha durante o primeiro semestre do ano 2001. Conseguencia, dois sintomas psicoticos: 1. depersonalization disorder (meus olhos veem imagens somente, nao a realidade, e o que mais perturba é que em consequencia disso, a realidade nao é estavel, é como se ela balançasse um pouco de modo a nao me permitir me concentrar) e 2. dificuldade acentuada para raciocinar de modo que minha mente é um vazio completo e eu chego até a ter a sensacao fisica, intensa e constante de que a maior parte do meu cerebro esta dormente, da mesma forma que um braco ou uma perna ficam as vezes. Gostaria de precisar que a dificuldade nao é apenas para manter o raciocinio (sim, em boa medida o é, como se minha memoria virtual fosse baixissima) mas o problema chega a ser tambem de inteligibilidade: outro dia um amigo dizia que os frances geralmente acham ele mais velho e dai ele concluiu que os frances devem parecer mais.... (velhos ou novos? Nao lembro qual dessas duas opcoes e sou incapaz de completar esse raciocinio por mim mesmo).
Mesmo com esses sintomas tomando conta de minha vida diaria, consegui me formar. Mas devido a minha dificuldade de acompanhar conversas, em cinco anos de faculdade, fiz um punhado de amigos. Em 2006 tentei homeopatia, que apesar de ter me ajudado com o TOC e acne, nao ajudou em nada na melhora dos sintomas. Finalmente, em 2009 procurei um psiquiatra/psicanalista. Depois de um ano de terapia, que me ajudou muito a restabelecer o contato com a realidade e lidar melhor com as pessoas e com os meus dois problemas, ele finalmente diagnosticou esquizofrenia e eu passei a tomar Zyprexa.
Tomei Zyprexa por menos de dois meses e a melhora foi fantastica (dez 2009). Um certo momento, lembro que no que tange ao sintoma 1, eu estava melhor do que antes da doenca (ou seja, vivenciei uma melhora de mais de 100%). Quanto ao sintoma 2, melhorei, nesse periodo especifico, uns 25% (pensamentos comecaram a dar vida a minha mente, mesmo que apenas supeficialemente, mas ja representou um grande alivio). Infelizmente, contudo, por razoes financeiras, suspendi a medicacao e a terapia. Durante cinco ou seis meses sem medicacao (e terapia), os efeitos colaterais desapareceram (sono e ganho de peso) e as melhoras dos meus sintomas se acentuaram, mas mesmo assim os sintomas nunca regrediram ao ponto de se aproximar do periodo anterior ao Zyprexa.
Quando retomei o Zyprexa, esperando que a incrivel melhora retomasse e continuasse, me desapontei completamente: as melhoras foram minimas. Tomei o Zyprexa por quase um ano e finalmente decidi parar (em junho 2011), pois os efeitos colaterais nao estavam compensando as melhoras prometidas. Hoje em dia, sem a medicacao, eu posso dizer que, comparando com o periodo anterior ao tratamento com Zyprexa, eu melhorei 70% no sintoma 1 e 20% no sintoma 2.

Minhas perguntas:`

- Meu psiquiatra evitava me dar detalhes tecnicos, mas segundo sua explicacao, o tratamento com Zyprexa nao é como, digamos uma quimioterapia. Ou seja, enquanto eu tomo os remedios, eu tenho o beneficio. Se nao os tomos, nao os tenho. Por isso decidi parar (sem seu consentimento). Gostaria de saber, contudo, se eu estraguei o tratamento. O que aconteceu exatamente? Criei resistencia? O tratamento com o Zyprexa nunca mais me trara beneficios?
- Qual a amplitude de tratamentos possiveis para esses sintomas? E quais sao minhas chances de obter melhoras nos dois sintomas?
- Ha um nome tecnico para o sintoma No 2?


Isso é tudo. Nao estou escrevendo por escrever, devido as minhas circunstancias, nao posso procurar um psiquiatra agora e preciso muito dos esclarecimentos sobre minha essas questoes, que infelizmente definem cada dia da minha vida.

Eternamente grato pelo seu tempo Anônimo

Olá Amigo! Você precisa voltar ao psiquiatra para ter um parecer e um diagnóstico se você têm esquizofrenia, qualquer diagnóstico psiquiatrico ou não.

Quanto ao seu uso de drogas, os sintomas de nº 2 devem ser as causas do que diz aqui no seu depoimento.

Não podemos ajudar as pessoas que não vão ao psiquiatra, porque você pode não ter doença mental, sendo a droga um comorbidade para outras patologias.

Te recomendo também parar com as drogas. Seria bom fazer uma reavaliação e ver não só a redução de danos, quanto a maconha, como o não uso deste entorpecente.

Tente parar com a maconha ou outras drogas, assim terá uma melhor avaliação.

Sugestão seria você procurar uma psicoterapia, com um psicólogo que trabalhe junto com o psiquiatra.

Atenciosamente,

Dayan de Paiva .

7 meses atrás.


Estou emfrentando um problema meu marido é bipolar e nao sei mais o que fazer para ajuda-lo porque ele mesmo não se ajuda toma medicamento quando quer e bebeb todos os dias está totalmente falido perdeu tudoo que tinha e nao consegue ver que precisa se cuidar.nao temos mais dinheiro para procurar um bom psiquiatra na verdade ele tem que ser internado porque nao aceita a doença,me diga o que faço Anônimo

Acredito que se ele encontrar o tratamento num CAPS, poderá ter melhor recuperação, pense em não interna-lo, mas sim coloca-lo num Centro De Atenção Psicossocial, um abraço espero que ele encontre acolhida por lá.

Dayan de Paiva .

8 meses atrás.


Recentemente, enfrentei um período de forte stress que desencadeou um depressão inexplicável. Logo após este período, imaginei que estava sendo perseguido pelas Forças Armadas (sou Fuzileiro Naval), e comecei a andar armado, todos os dias, até que comecei a ter surtos psicóticos, seguidos de ataques violentos, nos quais ou eu me mutilava, ou tentava ferir terceiros. Minha vida social estava se desenvolvendo super bem, contudo, minha vida profissional estava péssima. Passei no vestibular (UFF-Direito) e ingressei na faculdade, abandonando-a no primeiro período, sem um motivo específico. Possuo um histórico familiar enorme de esquizofrênicos, entretanto, relutei em aceitar auxílio médico. Num surto mais recente, fugi de casa e abandonei a corporação, sendo dado como desertor, posteriormente como foragido. Minha família ficou completamente atônita perante ao meu quadro e altamente preocupada com minha fuga. Fui encontrado perambulando pelas ruas de Saquarema, ainda desnorteado e desorientado. Lembro-me, vagamente, que uma senhora de idade avançada me alimentou durante este período (8 dias), contudo, não lembro do seu nome, nem sequer, de sua fisionomia. Havia chegado ao fundo do poço e nem tinha percebido. Quando meus familiares me encontraram, resolvi aceitar auxílio médico e iniciei meu tratamento. Hoje, minha família dará entrada na minha aposentadoria por invalidez. Vivo sob efeito de medicamentos, mesmo achando-me capaz de ter uma vida acadêmica normal, além de ter uma veia artística invejável. Enfim, gostaria de encontrar um grupo de pessoas com a mesma patologia e gostaria de saber quais são as minhas restrições, pois meus familiares ainda temem um possível suicídio ou uma outra fuga insidiosa. Anônimo

Olá amigo das Forças Armadas! Eu desejo que você se recupere nessa sua aflição e surto psicótico.

Para um grupo onde você pode desabafar, aconselho a Associação Fênix (55 xx 11 3208 1225), você e sua família encontrarão acolhida por lá, quanto ao tratamento, te digo para tomar todas as medicações que o psiquiatra prescreve. Assim você ficará maior na razão do que na própria ilusão, que é para nós mesmo o transtorno mental. Um abraço e boa acolhida aos grupos de apoio, como as psicoterapias, a auto-ajuda, mais o médico psiquiatra, tente ir com sua familia.

Quanto ao diagnóstico de esquizofrenia, poderemos ter uma avaliação fechada dentro de até 10 anos. Continue com suas pesquisas e leituras, pois assim melhorará sua educação em relação ao tratamento.

Dayan de Paiva

10 meses atrás.


Tenho todos esses sintomas e não sei se tenho esquizofrenia realmente porque eu nunca conseguir fala oque eu sentia realmente nem pro meu neurologista nem pro piscanalista. Só diagnosticaram uma depressão forte.
Quero que me dê uma sugestão porque é difícil pra mim falar sobre isso, na minha familía ninguem conpreende, Eu gostaria de ter uma ajuda maior pq quero me tratar pra ter uma vida normal. Dificuldade para dormir, alternância do dia pela noite, ficar andando pela casa a noite, ou mais raramente dormir demais
Isolamento social, indiferença em relação aos sentimentos dos outros
Perda das relações sociais que mantinha
Períodos de hiperatividade e períodos de inatividade
Dificuldade de concentração chegando a impedir o prosseguimento nos estudos
Dificuldade de tomar decisões e de resolver problemas comuns
Preocupações não habituais com ocultismos, esoterismo e religião
Hostilidade, desconfiança e medos injustificáveis
Reações exageradas às reprovações dos parentes e amigos
Deterioração da higiene pessoal
Viagens ou desejo de viajar para lugares sem nenhuma ligação com a situação pessoal e sem propósitos específicos
Envolvimento com escrita excessiva ou desenhos infantis sem um objetivo definido
Reações emocionais não habituais ou características do indivíduo
Falta de expressões faciais (Rosto inexpressivo)
Diminuição marcante do piscar de olhos ou piscar incessantemente
Sensibilidade excessiva a barulhos e luzes
Alteração da sensação do tato e do paladar
Uso estranho das palavras e da construção das frases
Afirmações irracionais
Comportamento estranho como recusa em tocar as pessoas, penteados esquisitos, ameaças de auto-mutilação e ferimentos provocados em si mesmo
Mudanças na personalidade
Abandono das atividades usuais
Incapacidade de expressar prazer, de chorar ou chorar demais injustificadamente, risos imotivados
Abuso de álcool ou drogas
Posturas estranhas
Recusa em tocar outras pessoas Anônimo

você precisa vencer o stress

1 ano atrás.


meu entiado tem 18 anos e sempre desconfiei que tinha o quadro de esquizofrenia e este ano foi detectado, aonde eu posso leva-lo onde ele podera se sentir acolhido e com mais jovens?? Anônimo

o seu entiado, que está hoje com diagnósico de esquizofrenia, pode ter uma vida normal como qualquer outra pessoa, ele deve estar inserido na comunidade, se estiver com grande comprometimento, pode também frequentar um Centro de Atenção Psicossocial, é muito importante ele ter uma psicoterapia, com psicólogo indicado pelo psiquiatra, que trabalhe em conjunto com este.
Ele deve estudar, ter lazer, namorar, se possível também trabalhar e contribuir com o INSS para ter seguridade.
Quanto a jovens a internet abre uma possibilidade para ele ficar inserido em comunidades para sua faixa etária e fazer amigos, tanto aqui como no entorno social em que vive.
Um abraço fraterno!
Dayan de Paiva .

1 ano atrás.


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